segunda-feira, 7 de julho de 2014

Dor Ilusória

Me ilude,
linda,
me iluda,
lida.

Sem ela
não há graça
na vida
nem na volta
e
tampouco na
ida.

Quebram-se
as esperanças
da mentira
de sentir
algo
que não seja ilusão.

Bebo a areia da miragem
Sei que é miragem!
E me culpo
a cada golada
nos grãos
da água
que não é
verdade
de
água
só engulo a areia
só.

E a raiva de me iludir
-como se dez e dez fosse dar algo
que fosse quarente e dois
e não
vinte-.